Uma greve-relâmpago no aeroporto de Tel Aviv, que retarda a chegada das malas, é apenas um pequeno incidente que aborrece qualquer humano depois de um longo voo.
Em Israel, quase uma semana depois das eleições, a democracia é assim. Continua a funcionar, serena e sem dramas, com cada um a defender os seus interesses.
Num país em estado de guerra permanente, a chegada ao poder de Ehud Olmert, líder do Kadima (Avante), não interferiu com a contestação dos trabalhadores do magnífico aeroporto Ben Gurion.
Aliás, na ‘terra do sol e do mel’, a normalidade não foi interrompida pelo facto dos assuntos económicos terem assumido uma importância determinante, apesar da existência de um governo palestino dominado pelo Hamas.
Em Portugal, num clima de paz, a democracia é bem diferente e, inexplicavelmente, sempre pautada pela dramatização política e pela sucessão de crises institucionais e sectoriais.
A iminente demissão da direcção nacional da PJ, provocada pelo estrangulamento financeiro da instituição e pela adopção de um modelo que lhe retira competências, surge como uma inevitabilidade anunciada há muito tempo.
A situação na PJ não é surpreendente. A única surpresa advém de estar à beira de conhecer a quarta direcção num período de quarto anos.
Um ano depois da tomada de posse do governo, liderado por José Sócrates, a democracia portuguesa continua a ser consolidada ao ritmo das reformas no papel, que servem sobretudo para fazer rolar algumas cabeças.
Aparentemente, a normalidade em Portugal é assim. O clima de permanente confronto constitui a melhor receita para mudar e domesticar o aparelho de Estado.
A limpeza nas lideranças das mais altas instituições começa a ser o principal padrão de actuação do governo de José Sócrates.
Um clima económico favorável não se alcança com instabilidade nas instituições de referência.
Não é por acaso, certamente, segundo as sondagens, que o futuro será ainda pior para 43% dos portugueses.
Por: Rui Costa Pinto
In: revista - Visão
Em Israel, quase uma semana depois das eleições, a democracia é assim. Continua a funcionar, serena e sem dramas, com cada um a defender os seus interesses.
Num país em estado de guerra permanente, a chegada ao poder de Ehud Olmert, líder do Kadima (Avante), não interferiu com a contestação dos trabalhadores do magnífico aeroporto Ben Gurion.
Aliás, na ‘terra do sol e do mel’, a normalidade não foi interrompida pelo facto dos assuntos económicos terem assumido uma importância determinante, apesar da existência de um governo palestino dominado pelo Hamas.
Em Portugal, num clima de paz, a democracia é bem diferente e, inexplicavelmente, sempre pautada pela dramatização política e pela sucessão de crises institucionais e sectoriais.
A iminente demissão da direcção nacional da PJ, provocada pelo estrangulamento financeiro da instituição e pela adopção de um modelo que lhe retira competências, surge como uma inevitabilidade anunciada há muito tempo.
A situação na PJ não é surpreendente. A única surpresa advém de estar à beira de conhecer a quarta direcção num período de quarto anos.
Um ano depois da tomada de posse do governo, liderado por José Sócrates, a democracia portuguesa continua a ser consolidada ao ritmo das reformas no papel, que servem sobretudo para fazer rolar algumas cabeças.
Aparentemente, a normalidade em Portugal é assim. O clima de permanente confronto constitui a melhor receita para mudar e domesticar o aparelho de Estado.
A limpeza nas lideranças das mais altas instituições começa a ser o principal padrão de actuação do governo de José Sócrates.
Um clima económico favorável não se alcança com instabilidade nas instituições de referência.
Não é por acaso, certamente, segundo as sondagens, que o futuro será ainda pior para 43% dos portugueses.
Por: Rui Costa Pinto
In: revista - Visão
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